Luísa DalArtesa

Luísa DalArtesa
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Tuesday, July 31, 2012

Luz & Cor _ coisas da minha vida

' O Exercício da Beleza ' _  acrilico 50X60 (Mid Detail)

para a exposição Bunkyo 2012

'Cidade de Ouro' _ acrílico em espátula 40X40

'Cidade em Prata' _acrílico em espátula 40X40

'Horizonte Multicor' _ acrílico em espátula 40X40

'Sahara' _ acrílico em espátula 50X60

'Obasan' _ Detail

Monday, July 30, 2012

Bunkyo 2012

A Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e Assistência Social _ BUNKYO _ realizará no próximo mês de outubro, a 6ª Grande Exposição de Arte Bunkyo, na Liberdade, em São Paulo. A exposição contará com a participação de diversos artistas, inclusive eu. Maiores informações sobre o evento estarão disponíveis no site da organização. Desde aqui, agradeço a participação neste maravilhoso projeto de divulgação das artes brasileira e nipônica em nosso Estado. Parabéns a todos!


Sunday, July 29, 2012


Certa vez houve um grande samurai que vivia perto da cidade de Tóquio. Mesmo estando idoso, se dedicava a ensinar a arte Zen aos mais jovens.
Apesar de sua idade, corria a lenda de que ele ainda era capaz de derrotar qualquer adversário. Qualquer que fosse a sua idade e vigor.

E numa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos, escarnecedor e mau, apareceu por ali.

Queria derrotar o samurai famoso, humilhá-lo e aumentar com isto a sua fama. O velho calmamente aceitou o desafio e o jovem começou a insulta-lo sem nenhuma piedade. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou insultos, ofendeu seus ancestrais... Durante horas o vil lutador fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível...

No final do dia, sentindo-se ja exausto e humilhado, o guerreiro do mal se retirou-se. E os alunos, surpresos, perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade e humilhação!

O velho sensei olhou firme para os garotos e disse:
- Se alguém chega ate você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?
- A quem tentou entrega-lo _ respondeu um dos discípulos.

O velho sensei sorriu...
- O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos... Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem o carregava consigo. A sua paz interior depende exclusivamente de você. As pessoas não podem lhe tirar a calma e a sua segurança interior... Só se você permitir...!

'Reflexão de Samurai'

'Breve Reflexão' 70X50 acrilico

Friday, July 20, 2012

Qual o conceito sobre Arte Contemporânea?

Uma vez, trocando idéias com meu saudoso amigo Carlos Von Schmidt, a quem chamava de 'samurai', perguntei o quê realmente podemos julgar como sendo arte contemporânea e em simples palavras para um homem culto e cheio de retóricas, ele disse: é a arte atual, o que é concebido no tempo em que vivemos.
Se analisarmos, a idéia de arte contemporânea que os leigos possuem é de arte abstrata, arte sem sentido, arte a partir de materias mistos reunidos, arte a partir de tendências. Fica então resolvido que, não é muito fácil julgar a arte contemporânea, ou fica fácil demais. Para mim a arte contemporânea é realmente tudo o que hoje podemos fazer sem os rígidos padrões acadêmicos, é o adeus as telas perfeitas de linhas e cores combinadinhas, as cores misturadas, preparadas, as telas em que o artista ficava intermináveis dias preparando até que pudesse dizer: "Está terminada". Arte contemporânea para mim, é isto, cor pura, vibrante, independente do que venha a ser mostrado, é o desenho sem preocupações, a pintura sem as normas acadêmicas. Arte abstrata é a arte livre. É tudo ao mesmo tempo, tudo o que vemos, sentimos queremos fazer e expressar, e não tentar ser ninguém senão a si mesmo. E segundo tudo o que já li sobre o tema, é isto mesmo...da Wikipédia a autores modernos, todos, falam, falam, e ao fim a arte contemporânea é realmente a arte atual, a arte livre, onde o artista é livre para expor o que quiser, desde que seja ético. Afinal, a ética e a elegância têm que existir em todos os campos da vida.

Friday, July 06, 2012

Sabedoria numa lenda japonesa

Longevidade

Era uma vez, uma jovem chamada Miye, que se casou e foi viver com o marido na casa da sogra. Logo de início, percebeu que não se adaptava à sogra. Os temperamentos das duas mulheres eram muito diferentes e Miye cada vez se irritava mais com os hábitos arbitrários e costumes da sogra, que a criticava duramente e cada vez com mais insistência.

Com o passar dos meses, as coisas foram piorando, a ponto de a vida com as duas se tornar insuportável. No entanto, segundo as tradições milenares, a nora tem que estar sempre ao serviço da sogra e obedecer-lhe em tudo. Mas Miye, não suportando por mais tempo a ideia de viver morando com a sogra, tomou a decisão de ir consultar um mestre, velho amigo do seu pai, Eiji, treinador de samurais.


Depois de ouvir a jovem, o mestre Eiji pegou um ramalhete de ervas terapêuticas e disse-lhe:

"Para te livrares da tua sogra, não as deves usar de uma só vez, pois isso poderia causar suspeitas. Vais misturá-las com a comida, pouco a pouco, dia após dia, e assim o remédio agirá lentamente... Mas, para teres a certeza de que, quando ela morrer, ninguém suspeitará de ti, deverás ter muito cuidado em tratá-la sempre com muita amizade. Não discutas e ajuda-a a resolver os seus problemas."

Myie voltou para casa e antes de passar pela porta do pagodá, respondeu: "Obrigado, mestre Eiji San, farei tudo o que me recomendou".


Miye ficou muito aliviada e voltou com o projeto de dar fim à insuportável sogra.

Durante várias semanas, Miye serviu, dia sim, dia não, uma refeição preparada especialmente para a sogra e claro, como ensinado, com muito carinho... Tinha sempre presente a recomendação do velho Eiji para evitar suspeitas: controlava o seu humor, suas revoltas passadas, a lembrança da ira que sentia da sogra a cada vez que ela a humilhava diante dos outros e do marido...

Miye obedecia à sogra em tudo e tratava-a como se fosse a sua própria mãe.

Passados alguns meses, toda a família estava mudada, havia harmonia, paz, entendimento. Miye se controlava, refreava bem o seu temperamento e nunca se aborrecia. Durante este tempo, não teve uma única discussão, já que também se mostrava muito mais amável e mais fácil de lidar. Como as atitudes da sogra também mudaram, ambas passaram a tratar-se como mãe e filha.

Certo dia, Miye foi procurar o mestre Eiji, para lhe pedir ajuda e disse-lhe: "Mestre, por favor, ajude-me a evitar que o veneno das plantas venha a matar a minha sogra... É que ela transformou-se numa mulher agradável e gosto dela como se fosse a minha mãe...Ela parou de me criticar, me fazer mal e de me humilhar...estamos tão bem que eu não posso fazer esta ruindade...foi egoísmo meu...eu deveria ter pensado em agir de outra forma...mas acredite, ela era muito, muito má comigo!! Não quero que ela morra por causa deste veneno lento que lhe dou.

O mestre Eiji San sorriu e abanou a cabeça: "Miye, não te preocupes. A tua sogra não mudou. Quem mudou foste tu. As ervas, que te dei, são vitaminas para melhorar a saúde. O veneno estava nas suas atitudes, mas foi sendo substituído pelo amor e carinho que lhe começaste a dedicar.  Tu fostes quem aprendeu a lidar com o inimigo sem saber o que estava fazendo, sem entender o meu plano...se sou um sábio minha cara Miye, jamais lhe induziria a matar alguém...o sábio derrota o adversário pela inteligência.
Vá em paz e viva bem, as coisas agora serão diferentes pois tu desenvolvestes o auto-domínio! Poucos são os que o conseguem!"

Miye agradeceu a sabedoria do velho e foi para casa pensando que deveria ter entendido isto sozinha...

Na China, assim como no Japão, há um provérbio da sabedoria oriental, milenar,que diz: "A pessoa que ama os outros também será amada".

Os árabes, outro povo sábio e temente a Deus (Allah) têm outro que diz: "O nosso inimigo não é aquele que nos odeia, mas aquele que nós odiamos."


Algo mais de muito interessante acontece no site 'Japao em Foco'. Consultem!