Luísa DalArtesa

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Saturday, September 15, 2012

Impressionismo _ Paris e a Modernidade

A mostra Impressionismo, Paris e a Modernidade no Centro Cultural Banco do Brasil, é um show para os olhos e o coração dos expectadores amantes da arte. Reunindo os principais pintores impressionistas, a seleção de 85 obras oriundas do Museé D'Orsay, em Paris é um evento que deve-se fazer o impossível para ver!


Tive, na companhia de Herbert Walkinir, meu parceiro de trabalho na assessoria financeira do Grupo Santander, que se aperfeiçoa em Arquitetura e Urbanismo, o prazer de rever algumas obras e de conhecer de perto outras e analisar, hoje, anos mais tarde, mais madura e experiente, os estágios da pintura dos mais célebres pintores do movimento Impressionista mundial.

Desta vez, frente a nomes como Claude Monet, Cézanne, Renoir, os dois Pauls (Gauguin e Guigou), do único Van Gogh da mostra, entre outros, como Degas e a minha predileta e única mulher no grupo, Berthe Morisot, igualmente talentosa e que, assim como eu, soube o que é uma mulher que atua só no ramo das Artes.

Recusados em muitos Salões, invejados, atacados e até agredidos, os impressionistas são apaixonantes, só mesmo para quem é o mais frio e inútil dos mortais, eles não trazem nenhum efeito.

Pode-se ver de perto, em obras cuidadosamente protegidas por placas de vidro sob as molduras entalhadas e pesadas, algumas banhadas a ouro-folha, obras como 'The ball' de James Tissot, que se vê logo no início da exposição ao abrir-se a primeira porta do andar térreo, e mais obras de Toulouse-Lautrec, outro maravilhoso, cuja vida difícil e em luta com uma doença crônica o faz ainda mais admirável, por não ter permitido que estagnasse o seu progresso como pintor e desenhista cujo tema principal eram as bôites, os bares e cafés dançantes, a sociedade francesa e as dançarinas de Moulin Rouge, com suas roupas de can-can, plumas e chapéus peculiares.

É perfeitamente possível notar as diversas fases por que passam o trabalho de um único artista. Em alguns casos, por haver mais de uma obra, datada de espaço de anos de um mesmo artista, pode-se perceber como os artistas mudam suas faturas e periodicamente podem sofrer influências.

O próprio Monet passou por isto. Ali, eu vi, como artista e não só expectadora, que outros, assim como eu, experimentam, fazem um exercício de seu dom e da arte. O show cromático, que me parecia, na penumbra, onde só as telas são iluminadas, um caleidoscópio de bom gôsto e beleza, era incansável.

O poder de prender a atenção dos visitantes foi tanto que, haviam crianças pequenas, que, normalmente não ficam quietas, que ficaram estáticas, olhando boquiabertas as obras penduradas e expostas, como se estivessem no País das Maravilhas. E, diga-se de passagem, estavam.

Esta mostra é o domínio de Alice, porém sem coelhos, chapeleiros loucos, rainhas boas ou más e sem relógios, porque não passa mesmo na cabeça de quem lá está, que o espetáculo irá acabar!

Nem a fila quilométrica da entrada, o fatigante discurso político de um cidadão para os que esperavam na fila, aos gritos, a garoa fina que caía na última quinta, dia 13/09, a demora em se conseguir entrar no hall principal do prédio colonial do Centro Cultural do Banco do Brasil, no Centro, nada, absolutamente nada, abalou a vontade insaciável de se estar logo presenciando os tesouros das Belas Artes contidos no interior daquele antigo e imponente imóvel, patrimônio histórico da cidade.

É impossível não se emocionar. Voltei ao passado nesta mostra formidável, foi uma emoção de verdade, uma viagem de volta com a diferença de que eu aproveitei muito mais agora, a vantagem de se ser vivida e com grande bagagem de conhecimento.

A exibição de um filme sobre o Impressionismo e os principais artistas da mostra, foi tão bom de se assistir que eu o vi duas vezes!

O vídeo, encerra a matéria mostrando o único sobrevivente de todos os outros pintores impressionistas, já idoso, Claude Monet, pintando o monumental painel de 20 metros de comprimento, intitulado 'As Ninféias' e que o consagrou definitivamente.

Amei e recomendo! Corram que ainda dá tempo!
Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Alvares Penteado, 112 _ Centro 

Renoir


Monet

Claude Monet
Van Gogh



Saturday, September 08, 2012


As suripas

O hábito que os japoneses possuem de tirar os sapatos antes de entrarem em suas casas ou casas alheias já é conhecido. Na entrada de uma casa, você encontrará o genkan (guenkan).



Ele fica bem na entrada e é sempre um degrau abaixo da entrada principal.


O costume lá é assim, você retira os sapatos, sobe esse degrau da entrada e depois vira os sapatos deixando-os alinhados em direção à porta.Isso facilita na hora de você for calça-los de novo.

Geralmente, nessa entrada ,ficam as famosas suripas. Caso não estejam, o anfitrião se encarrega de trazê-las para você! As suripas são chinelinhos próprios para andar dentro de casa com base de madeira, de palha, de pano. No inverno é comum usar suripas de material mais quentinho como feltro ou pelúcia...



Para saber coisas incríveis do Japão, acesse www.japaoemfoco.com.